Home Lama Padma Samten Os doze elos da cadeia da originação interdependente
Os doze elos da cadeia da originação interdependente PDF Imprimir E-mail
Capa DVD Os doze elos
2 DVDs - 2h 47min.
R$ 50,00

Este conjunto de 2 DVDs traz ensinamentos do Lama Samten sobre a Roda da Vida, gravados em uma palestra realizada no IMS - Instituto de Medicina Social da UERJ, no Rio de Janeiro.

Em duas horas e quarenta e sete minutos, o Lama Samten apresenta a visão do budismo tibetano sobre Os Doze Elos da cadeia da originação interdependente.

O estudo dos Doze Elos pode servir como base para a compreensão da vacuidade e, por outro lado, representa toda a visão budista do carma.

Explica como nos aprisionamos a uma experiência limitada, ainda que nossa natureza seja muito mais ampla, numa espécie de engano do qual podemos nos libertar através da compreensão e prática.

Esse tema tem uma abordagem religiosa no sentido de que todos nós estamos presos a um processo de engano do qual nos deveríamos sair. O estudo dos doze elos nos proporciona também essa abordagem religiosa.

Vocês vão ver ainda que os doze elos proporcionam uma visão cognitiva, que nós vamos terminar reduzindo todo esse processo a uma questão de um engano. Então a própria questão religiosa é corroída por dentro, nós podemos entrar com uma abordagem religiosa, depois ela vira uma abordagem filosófica, uma abordagem cognitiva.

Nós vamos ver também que nos doze elos há um momento em que vamos ultrapassar também a abordagem cognitiva, que vamos criticar o próprio processo de como a gente pensa chegar a conclusões sobre as coisas. É um processo complexo, existem muitas diferentes abordagens e áreas de interesse dentro do próprio tema.

veja um trecho do vídeo

Se pensarmos que existe uma psicologia budista, essa psicologia budista vai também surgir de dentro dos doze elos.

Para tornar as coisas mais complexas, vocês vão encontrar dentro do budismo diferentes abordagens do mesmo tema.

Numa abordagem Theravada, ou Hinayana, nós seguimos o caminho através de um processo moral, onde nós buscamos nos comportar melhor. Assim nós olhamos os doze elos como um tipo de engano que vamos criando. Esse engano é visto como algo sólido, então nós teríamos uma grande dificuldade de lidar com ele. Na abordagem hinayana eu sempre faria escolhas por repressão. O caminho seria um processo moral, através da repressão, e a liberação parece difícil de atingir.

Em outro nível, na abordagem mahayana sutraiana, descobrimos que não só nós estamos presos, mas todos os outros seres também. Assim brota um interesse pela libertação dos outros, ainda sob a forma da abordagem ordinária.

Já na forma da abordagem extraordinária, ao olharmos para toda a realidade, inclusive os Doze Elos, percebemos que ela não é sólida. Isso marca um divisor nas interpretações.

Na abordagem ordinária privilegia-se a existência do carma. Estamos presos ao sofrimento, temos que lutar contra ele, e é muito difícil escapar.

A abordagem extraordinária nos permite entendemos de que forma esse processo de solidez e aflição se instala e descobrimos que não há verdadeiramente solidez, que ela vem de um hábito, de um comportamento condicionado, mas na verdade não há nada sólido que nos prenda, incluindo vida e morte.

Pela abordagem ordinária, descobrimos que estamos presos entre as quatro montanhas, do nascimento, vida, decrepitude e morte.

Na primeira abordagem extraordinária nos damos conta que estas montanhas não são sólidas, e é possível cruzar por elas.

Em uma segunda abordagem extraordinária passamos a pensar em como as montanhas parecem sólidas, se não o são. Descobrimos o fator que produz as aparências de solidez. Descobrimos o que se chama de natureza luminosa da mente.

Essa visão aponta para a grande vacuidade num sentido de princípio ativo que produz as várias experiências.